segunda-feira, 9 de março de 2026

A Era sem contato

                                     Edu



SAÚDE TOTAL

CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA


                                      A ERA SEM CONTATO

Noreena Hertz conta de uma experiência que teve em um mercado em Manhatan em que sendo monitorada por muitas câmeras não encontrou ninguém para ajuda-la em suas compras - se acaso tivesse alguma dúvida – mas apenas terminais, leitores de códigos de barras para fazer o pagamento. Além da solidão do local, tinha o silêncio que a incomodou muito. Não havia interações. Apenas consumidores tendo uma relação bem objetiva com a máquina.

Entendemos que esta é uma tendência que cresceu muito após a pandemia, mas o que isso está fazendo conosco. Talvez seja esta a grande pergunta que devemos levantar: o que toda mudança social incide sobre mim e/ou a sociedade ao meu redor?

Entendemos que tudo isso colabora para que o distanciamento seja uma pedra de toque do nosso tempo. E sabe de uma coisa? Sabia que a geografia muito colabora com esta verdade!?

Pesquisas confirmam que pessoas que vivem em ruas com pouco volume de tráfego têm três vezes mais conexões sociais, amigos e conhecidos que pessoas que vivem em lugares onde a rua tem um tráfego mais intenso. E é fácil entender o porquê. Ruas mais tranquilas trazem mais segurança para os moradores, sobretudo para as crianças que gostam de brincar fora de casa. Isso alimenta nossa necessidade de comunidade.

Percebemos muitas ações interessantes acontecendo. Muitos lugares, como Cobilândia e Jardim América, ganharam praças e espaços de conexão que são verdadeiros promotores da fraternidade. Pessoas se encontram, conversam, se conectam criando laços importantes para a saúde total.

Em Cariacica (ES), o governo construiu uma orla que além de embelezar o lugar, serve como um espaço de integração, onde as pessoas conversam, fazem atividades físicas, andam de bicicleta, criando assim uma atmosfera de movimento comunitário onde pulsa a vida.

Vimos aí que existem lugares de distanciamento e lugares onde podemos treinar nossa conexão social. Que possamos buscar equilíbrio nestas partes para que a vida ganhe um tom mais colorido.

E sigamos pensando...  

Um grande abraço para você!

segunda-feira, 2 de março de 2026

Márcia Conrado se consolida como referência nacional em gestão pública municipal

     Márcia Conrado se consolida como referência nacional em gestão pública municipal




No coração do sertão pernambucano, onde cada avanço é fruto de luta e perseverança, a prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado, construiu uma gestão marcada por presença, compromisso e cuidado com as pessoas. Sua trajetória ultrapassou as fronteiras do município e hoje é reconhecida também em Brasília como exemplo de liderança pública que transforma realidades com trabalho sério e sensibilidade social. Márcia é reconhecida por ministros do governo federal, por lideranças da base nacional do PT e pelo próprio presidente Luiz Inácio Lula da Silva como uma das melhores gestoras municipais do país. O reconhecimento não surge por acaso. Ele nasce de resultados concretos, de uma administração organizada e, principalmente, de uma forma de governar que coloca as pessoas no centro das decisões. Quem acompanha de perto a rotina da prefeita percebe um traço marcante: proximidade. Márcia visita bairros, escuta moradores, participa de agendas institucionais e mantém diálogo constante com lideranças locais. Essa postura humaniza a gestão e cria um ambiente de confiança entre poder público e população. Serra Talhada vive um ciclo de transformações estruturais importantes. Investimentos em infraestrutura, ampliação de serviços de saúde, fortalecimento da educação e políticas sociais voltadas às famílias que mais precisam fazem parte de um planejamento consistente. A cidade cresceu com organização e responsabilidade fiscal, mantendo equilíbrio nas contas públicas e ampliando oportunidades. O presidente nacional do PT, Edinho Silva, é um dos que manifestam admiração pela condução administrativa de Márcia Conrado. Para ele, a prefeita representa uma geração de gestores comprometidos com resultados e com uma visão moderna de administração pública. Em Brasília, seu nome já circula como referência de boa prática na gestão municipal. Márcia reúne capacidade técnica, articulação política e sensibilidade social, características que a colocam entre as prefeitas mais bem avaliadas do Brasil segundo lideranças políticas e integrantes do governo federal. O que diferencia sua atuação é o equilíbrio entre firmeza administrativa e olhar humano. Não se trata apenas de executar obras ou cumprir metas. Trata-se de transformar a realidade das pessoas, garantir acesso a direitos e fortalecer a autoestima de uma cidade que hoje se orgulha de sua gestão.



Foto: Divulgação
Fonte: Blog Revista Total Brasil

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Como funciona a mente solitária

                                     Edu



SAÚDE TOTAL

CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA


                       COMO FUNCIONA A MENTE SOLITÁRIA

A solidão é tão devastadora que ela atinge uma ação inconsciente extremamente necessária para a vida humana: a empatia.

Diversos estudos têm mostrado que as pessoas solitárias têm uma resposta mais hostil às ações de outros, como o estudo da professora de Harvard, Jacqueline Olds. Ela diz que pessoas que são solitárias se revestem de uma casca protetora que nega a necessidade de companhia.

Outro estudo revela que as pessoas solitárias têm um nível tão reduzido de empatia, como dizemos no início da conversa que, muitas vezes, ficam alheias ao sofrimento de outras pessoas. Isso acontece porque a parte do cérebro ligada a empatia – temporoparietal – tem sua atividade reduzida.

Também, o córtex visual, que é a parte do cérebro que normalmente processa o estado de alerta, atenção e visão, é estimulado. Isso significa que as pessoas solitárias reagem rapidamente a algum estímulo, ou seja, agem mais pela vigilância que pela perspectiva.

Todavia, a solidão não é um estado individual. E já percebemos isso nos escritos que estamos desenvolvendo. Houve um estudo realizado no King´s College de Londres com 2 mil adolescentes de 18 anos em 2019. Os estudiosos pediram para que os participantes e seus irmãos, pudessem avaliar a cordialidade dos vizinhos. Os irmãos mais solitários consideraram a vizinhança menos cordial e menos confiável do que o irmão ou a irmã que sofriam menos de isolamento. Segundo o professor John Cacioppo, a solidão opera moldando o que as pessoas pensam e esperam umas das outras.

E se pensarmos em uma questão macro diante destes ditos, quantas mudanças sociais poderiam ser estabelecidas se a raiva, a hostilidade, a propensão para considerar o ambiente ameaçador, insensibilidade e empatia diminuída não fizessem parte do cérebro solitário de boa parte da população que habita neste planeta.

E sigamos pensando...

Um grande abraço para você!

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Os caminhos da solidão

                              



SAÚDE TOTAL

CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA


                               OS CAMINHOS DA SOLIDÃO

É lógico que não chegamos no patamar em que nos encontramos, no que diz respeito a epidemia de solidão, de uma hora para outra. Muitas coisas aconteceram que, somadas, nos levam a estatísticas não tanto agradáveis de se ler.

Um estudo feito no Reino Unido em 2019 revelou que a discriminação racial, étnica e xenófoba no trabalho e/ou na vizinhança muito contribuem para o sentimento de solidão. Por mais incrível que possa parecer, hoje em 2026, vemos tais situações se repetirem diante de nossos olhos.

Não podemos esquecer da migração em larga escala para as grandes cidades, mudando nossa forma de viver, principalmente forçando o local de trabalho a se reorganizar.

Acresce que o trabalho, pelo menos alguns, cada vez mais informatizado, tem propiciado que a conexão entre as pessoas seja cada vez mais escassa. Tudo pode ser comprado ou resolvido pelo computador ou celular. Até cultos em igrejas podem ser vistos online. Sem falar em reuniões ou encontros entre amigos e familiares que o aplicativo zoom pode resolver muito bem. As pesquisas revelam que diante desse cenário, temos nos tocado menos e feito menos sexo.

Olhando para trás percebemos que sobrevivemos a uma pandemia do Covid 19, e não é necessário gastar linhas dizendo que esta foi responsável por muito do que estamos vivendo, em muitos sentidos, sobretudo a solidão.

Mas antes disso, nos idos de 1980 uma forma de governo bem cruel para a conectividade entre os humanos foi instaurada: o neoliberalismo. A ideologia por trás do neoliberalismo dá ênfase a livre escolha, livre mercado, liberdade. Cria uma ideia de que somos autossuficientes e dá destaque a uma mentalidade competitiva que coloca o interesse pessoal e esmaga o interesse coletivo. E por que foi tão difundido? Tão aceito? Porque aumentou a renda e a riqueza em muitos países. Evidentemente que quem ganhou já eram os grandes empresários. Ganharam de um lado, perderam de outro. Na verdade, nesta matemática, todos nós estamos perdendo muito.

(Na próxima conversa continuaremos o assunto). 

Um grande abraço para você!

A Era sem contato

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