quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Um amigo da vida chamado sono

                                  Edu



SAÚDE TOTAL

CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA


               UM AMIGO DA VIDA CHAMADO SONO

A vida moderna nos brinda com conceitos que são bastante desafiadores porque têm relação direta com nossa saúde total. Uma dessas crenças é de que o sono é uma necessidade que se pode negligenciar.

Como eu disse, o sono é uma necessidade e, como tal, não pode ser tratada com menos valia, porque não é bom somente para o corpo, mas para o cérebro, pois tem relação direta com a função cognitiva, a memória e o equilíbrio emocional.

Você já escreveu sobre isso, você deve estar se perguntando. É verdade, mas o assunto é tão sério que gostaria de conversar mais um pouco. Talvez numa tentativa de desafiar você a ter um olhar mais cuidadoso para um processo biológico que tem uma relação direta com nossa saúde e nossa expectativa de vida.

E também na nossa aparência. Segundo Peter Attia e Bill Gifford (2023, p. 360) “pessoas que dormem menos de maneira crônica tendem a ter uma pele mais flácida e envelhecida do que pessoas da mesma idade que dormem mais”.

Uma pesquisadora chamava Eve van Cauter, disse que o sono insuficiente pode causar resistência à insulina, reduzindo 50% a capacidade que o corpo terá em eliminar a glicose. Isso nos leva a pensar que existe nesta ação um impacto direto no seu metabolismo. E o que isso significa: possibilidade de hipertensão, doenças cardiovasculares, doenças cardíacas coronárias e obesidade (ATTIA e GLIFFORD, 2023).

Para se ter uma ideia, um sono ruim é capaz de aumentar a quantidade de hormônios como adrenalina e cortisol no sangue. Esses hormônios nos deixam em alerta, aumentando a atividade cardíaca, o que, acontecendo constantemente, pode nos levar a ter um ataque cardíaco. E o mais interessante é que estudos indicam que mesmo tendo uma predisposição genética para ataques do coração, quem tem um sono suficiente reduz esse risco. Portanto, dormir o suficiente é saúde.

O assunto é sério, portanto, não podemos colocá-lo em segundo plano. Desta forma, na próxima conversa psicanalítica, vamos continuar a conversar sobre.

Que sigamos pensando... 

Um grande abraço para você! 

domingo, 6 de setembro de 2026

Dismorfofobia

                                 Edu



SAÚDE TOTAL

CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA


                              DISMORFOFOBIA

Em algum momento você já se olhou no espelho e viu dezenas de defeitos em você que o fizeram entristecer? Acredito ser esta situação muito comum. Quem nunca fez isso?

Mas quando há uma preocupação exagerada, um olhar tão negativo que beira ao insuportável, a situação é denominada de dismorfofobia, ou seja, uma visão deformada de si mesmo.

E as consequências? Muita ansiedade, evitações e pensamentos obsessivos que certamente repercutirão na rotina.

As preocupações mais frequentes estão relacionadas com a pele, o nariz, orelhas, penteado e a silhueta do corpo. Diante disso, muitos procuram variados tipos de regimes ou se colocam em atividades físicas intensas e, outros, mais endinheirados, buscam à medicina ou à cirurgia estética.

Hoje, este transtorno está classificado na família dos transtornos obsessivos, pois se faz valer tendo os mesmos efeitos: ideias obsessivas e compulsões. Além disso, a dismorfofobia se aproxima muito da ansiedade social, pois os supostos defeitos físicos são em geral visíveis pelos outros. Tal entendimento traz muito sofrimento para o dismorfófobico.

E por que isso acontece? Por causa do medo de ser menos considerados pelos outros e, consequentemente rejeitados. E como comorbidade, quem tem dismorfofobia pode facilmente desenvolver fobia social.

Neste caso, estar rodeado de pessoas que nos trazem boas notícias a respeito de nós mesmos pode ser um excelente caminho. Validar o que dizem de positivo da gente pode ser muito efetivo e jamais esquecer que a maneira que somos foi construída mais pelo falar dos outros que por nós mesmos. Estar atentos a nossa própria percepção, entendendo que muito do que falam de nós (negativamente), geralmente são proferidas em momentos de conflito. Uma análise pode ajudar bastante aquele que viveu em lares em que a negatividade e a falta de validação das potencialidades foram negadas

Que sigamos pensando... 

Um grande abraço para você!

quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Um mundo regulado

                                      Edu



SAÚDE TOTAL

CONVERSAS PSICANALÍTICAS COM O DR. EDUARDO BAUNILHA


                    UM MUNDO REGULADO

Já pensou se todos: professores, pais, amigos, advogados, médicos, crianças, adolescentes, idosos tivessem aprendido habilidades emocionais e, onde em todos os lugares tivessem programas de preparo emocional, todos contribuindo para a valorização da inteligência emocional, como seria o mundo?

Com certeza haveria menos reatividade, racismo, preconceitos de toda ordem, menos estigma e pouco julgamento, menos autoengano, autossabotagem e, o que poderia ser mais importante: os sentimentos seriam vistos como pontos fortes e nunca como fraqueza. E o gran finale, as pessoas poderiam ser aquilo que elas acreditam que devem ser, ou seja, mais autênticas.

Marc Brackett (2021) relata ter feito uma pergunta como a que fiz inicialmente para um grupo de pessoas e foi a resposta de uma criança que mais o chamou a atenção: “Haveria paz mundial!”

A resposta nos faz indagar e, consequentemente ponderar de um desejo que não é somente infantil.

Muitas situações ruins de toda ordem estão acontecendo o tempo todo no nosso planeta. A busca por uma inteligência emocional mais treinada, com certeza, contribuirá para que haja uma possível minimização de tantos males existentes.

Neste sentido, cabe a cada um de nós buscar um compromisso consigo mesmo, na busca de desenvolvermos habilidades emocionais capazes de fazer com que nossa existência aqui tenha mais sentido.

Com habilidades emocionais, criaremos um mundo mais inclusivo, misericordioso e cheio de criatividade. E sendo assim, o sucesso em tudo virá acompanhado do bem-estar e do repartir.

Mas precisamos entender que desenvolver habilidades emocionais não é ler incansavelmente livros sobre o tema e nem participar de palestras e seminários, apesar de entender que tudo isso pode contribuir. Desenvolver habilidades emocionais precisa ser entendido como um modo de vida. É reconhecer o que sentimos e o que o outro ao meu redor sente também. Isso cria conexão e nos doa qualidade de vida.

Que sigamos pensando... 

Um grande abraço para você!

Um amigo da vida chamado sono

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