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terça-feira, 29 de julho de 2025

Psicóloga mineira resgata memórias da loucura e transformação no símbolo nacional da saúde mental do Brasil

      Psicóloga mineira resgata memórias da loucura e transformação no símbolo nacional da saúde mental do Brasil


Kennya Rodrigues Nézio é autora de estudos fundamentais sobre a reforma psiquiátrica no município que abrigou o maior hospício do Brasil





Durante décadas, o nome de Barbacena esteve associado ao Hospital Colônia, instituição psiquiátrica mineira denunciada por violações sistemáticas de direitos humanos e pelo tratamento degradante de pessoas internadas. Estima-se que mais de 60 mil mortes tenham ocorrido no local ao longo do século 20, muitas sem qualquer justificativa clínica.


No mesmo município, entre os anos 2000 e 2020, consolidou-se uma das experiências mais expressivas da reforma psiquiátrica brasileira. E parte dessa mudança foi registrada e também conduzida por Kennya Rodrigues Nézio, psicóloga, pesquisadora e professora que fez de sua trajetória acadêmica um instrumento de reconstrução da memória coletiva e de transformação concreta das práticas em saúde mental.


Natural de Barbacena, Kennya cresceu ouvindo relatos sobre o cotidiano dos hospitais psiquiátricos locais. Durante sua formação em psicologia e posteriormente no mestrado, já buscava compreender como a cidade lidava com a herança da institucionalização em massa. A partir de 2012, decidiu aprofundar esse percurso. Em sua dissertação, investigou a criação dos primeiros Serviços Residenciais Terapêuticos (SRTs) implantados no município, moradias públicas voltadas para egressos de longa internação psiquiátrica.


Anos depois, sua tese de doutorado, defendida na PUC Minas, ampliou esse recorte.


Com base em entrevistas e acervos históricos, Kennya mapeou a atuação de trabalhadores da saúde, militantes e gestores que, desde os anos 1980, enfrentaram resistências institucionais para reformular a rede de atenção à saúde mental da cidade.


A pesquisa recupera ainda a influência da Psiquiatria Democrática Italiana e do trabalho de Franco Basaglia, psiquiatra que visitou Barbacena em 1979 e comparou o hospital local a um campo de concentração.


O trabalho de Kennya conjuga pesquisa histórica, análise institucional e depoimentos de pessoas que participaram da construção da rede substitutiva ao modelo asilar. Essa abordagem contribuiu para que sua produção ganhasse reconhecimento entre pesquisadores da saúde coletiva, gestores públicos e conselhos de saúde mental. Seu livro baseado na tese circula em programas de formação, concursos públicos e cursos técnicos voltados à atenção psicossocial.


Além da produção acadêmica, a psicóloga também atuou como professora da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ) e da Universidade Presidente Antônio Carlos (UNIPAC). Em ambas, coordenou projetos de extensão voltados para o SUS, com foco na formação de profissionais em saúde mental e no fortalecimento das redes de atenção básica. Sua experiência como orientadora de alunos de graduação e pós-graduação foi marcada pelo incentivo a pesquisas com base territorial e diálogo direto com os serviços públicos.


Em 2016, participou do Workshop de Editoração Científica da ABEC (Associação Brasileira de Editores Científicos). A partir dessa formação, envolveu-se na reativação da Revista de Saúde Mental e Subjetividade, voltada à publicação de experiências e estudos sobre atenção psicossocial. O periódico, que enfrentava dificuldades editoriais, voltou a circular com regularidade sob sua coordenação editorial.


Kennya também foi presença constante em congressos e seminários sobre saúde pública, atuando como conferencista, debatedora e organizadora de mesas sobre saúde mental, direitos humanos e políticas públicas. Em suas falas, costuma combinar dados históricos, relatos de campo e reflexão crítica sobre os limites e possibilidades das práticas atuais de cuidado em liberdade.


Em Barbacena, sua atuação contribuiu para o planejamento e implantação de estratégias intersetoriais entre assistência social, saúde e educação. Trabalhou também na articulação entre serviços residenciais e Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), participando da elaboração de protocolos de acompanhamento e inclusão de usuários no território. Sua experiência como psicóloga da rede pública deu sustentação prática ao que hoje registra como pesquisadora.


Hoje, seu nome aparece frequentemente citado em bibliografias sobre saúde mental no Brasil. Estudantes e profissionais da área buscam seus textos para compreender os impactos da reforma psiquiátrica no interior do país, longe dos grandes centros. Suas análises têm sido utilizadas em cursos de capacitação de equipes do SUS, formações em direitos humanos e planejamento de políticas públicas.


Ao contar a história da desinstitucionalização de Barbacena, ela reabre também o diálogo sobre o presente da saúde mental brasileira. A cidade que um dia foi símbolo do manicômio hoje abriga moradias públicas, CAPS, centros de convivência e serviços voltados à reintegração social. Em boa parte, essa virada foi acompanhada por Kennya — não apenas como testemunha, mas como uma das vozes que ajudaram a construir esse novo cenário.

quarta-feira, 16 de abril de 2025

Abril Verde alerta para alta de afastamentos por transtornos mentais

  Abril Verde alerta para alta de afastamentos por transtornos mentais



"Segurança no trabalho também é emocional", destaca terapeuta Mario Lopes





O mês de abril é marcado pela campanha Abril Verde, que tem como principal objetivo chamar a atenção da sociedade para a importância da prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. A iniciativa ganha ainda mais relevância diante dos dados divulgados pelo Ministério da Previdência Social (MPS): em 2024, o Brasil registrou 472.328 afastamentos por transtornos mentais, como ansiedade e depressão — um crescimento preocupante de 68% em comparação ao ano anterior.


O aumento expressivo reforça a urgência de se discutir a saúde mental nas empresas como parte fundamental da segurança do trabalho. Mais do que cumprir obrigações legais, o cuidado com o bem-estar físico e emocional dos trabalhadores deve ser encarado como um pilar estratégico dentro das organizações.


“Quando falamos em segurança no trabalho, não estamos nos referindo apenas ao uso de equipamentos ou ao cumprimento de normas. Estamos falando de criar uma cultura preventiva, onde o trabalhador se sinta seguro, valorizado e acolhido — inclusive emocionalmente”, afirma Mario Lopes, terapeuta e psicanalista pós-graduado em Neurociências e Psicologia aplicada, Master PNL (IBC), terapeuta integrativo. “A implantação de programas de saúde mental nas empresas é uma resposta urgente e necessária ao cenário que estamos vivendo.”


O Abril Verde também propõe uma reflexão sobre como a prevenção integrada pode transformar a rotina das empresas.  “Ambientes que investem em treinamentos, diálogo aberto sobre riscos e apoio psicológico reduzem significativamente os índices de acidentes, afastamentos e doenças ocupacionais. Além disso, fortalecem o engajamento das equipes, promovem o bem-estar coletivo e aumentam a produtividade”, completa o Terapeuta.

sexta-feira, 11 de abril de 2025

Cirurgião plástico Marcelo Daher alerta para procedimentos em locais inadequados

    Cirurgião plástico Marcelo Daher alerta para procedimentos em locais inadequados



"Operações em consultórios precários devem ser evitadas a todo custo", sentencia o profissional



Procedimentos cirúrgicos, ainda que considerados de pequeno porte, devem seguir rigorosamente os conceitos da boa Medicina. Mas, nem sempre é isso o que acontece em todo o País. Essas situações na maioria das vezes fogem ao controle dos órgãos competentes e demais envolvidos; as consequências podem ser desastrosas, como se vê nos noticiários em geral.


"Nós consideramos que todos os procedimentos, por menores que sejam, devem ser feitos em ambiente cirúrgico, assistido por anestesiologista, isso melhora muito a performance do cirurgião pela tranquilidade que causa", comenta o cirurgião plástico Marcelo Daher, que comanda a equipe da conceituada Interclínica Centroplástica, no Rio de Janeiro. "Operações feitas em consultórios ou instalações precárias devem ser evitadas a todo custo", recomenda.


Segundo o dr. Daher - referência em todo o País quando o tema é cirurgia plástica, pelo aprimoramento profissional constante em décadas de trabalho e pesquisas - outro fator de muita importância é o processo pré-operatório, que exige todo cuidado da equipe médica.






"Um fator importante que considero, que não havia em anos passados, são as drogas reversoras usadas pelos anestesiologistas e que praticamente apagam o efeito de drogas sedativos e anestésicas", diz o médico. "Ou seja: a pessoa recebe um sedativo mesmo sob anestesia local, não conscientiza o procedimento e logo em seguida está acordada pelo uso das drogas reversoras. Na minha opinião, isso foi o que causou a evolução de cirurgias do tipo day-clinic", explica.


Marcelo Daher prioriza a individualidade dos pacientes e é pioneiro na moderníssima técnica Plástica Eutrófica Facial, desenvolvida por ele e que torna a plástica facial um procedimento seguro, menos invasivo, com menor tempo cirúrgico e menor 'downtime'. Sua clínica é na verdade um centro de excelência, equipado com tecnologia de ponta e um time altamente qualificado, procurada por pacientes do Brasil e do exterior.


Divulgação
Dr. Marcelo Daher: alerta para locais impróprios para cirurgias

quarta-feira, 19 de março de 2025

Doutor Fábio Borri vira referência em palestras sobre autismo e outros temas

 Doutor Fábio Borri vira referência em palestras sobre autismo e outros temas





O Doutor Fábio Borri, que atua como empresário na área da saúde desenvolve diversos projetos sociais. Entre eles está o Cavalgando com Amor, que crianças com necessidades especiais fazem sessões de equoterapia. Fábio custeia todas as sessões para as crianças que necessitam do tratamento, desde que tenha prescrição médica.

Além da equoterapia, tem outros projetos sociais: Patrocina a escolinha dos Santos da cidade de Amparo, no interior de São Paulo. Fábio Borri virou referência em desenvolver palestras sobre o autismo e outros temas. Costuma desenvolver o tema das palestras de acordo com a necessidade do local, é sempre muito requisitado para falar sobre TEA e a empregabilidade de neuroatipicos e outros temas.

Recentemente palestrou na Universidade UNIFIA na cidade de Amparo: “Uma palestra Atípica“, que aborda questões sobre o autismo, assunto que é extremamente relevante para a sociedade nos dias de hoje.

Vale lembrar que todo o trabalho social desenvolvido por Fábio é totalmente gratuito e ele pretende alcançar e ajudar cada vez mais o número de pessoas.

Clique no link abaixo para assistir um trecho da palestra.

quinta-feira, 13 de março de 2025

Exercício físico: um aliado poderoso na prevenção e tratamento de doenças crônicas

     Exercício físico: um aliado poderoso na prevenção e tratamento de doenças crônicas


Por: Rairtoni Pereira





 

 

O exercício físico é amplamente reconhecido pela ciência como uma ferramenta fundamental na promoção da saúde e qualidade de vida. Sua prática regular não apenas previne doenças, mas também contribui de forma significativa para o tratamento de condições crônicas complexas, como lúpus, fibromialgia e Alzheimer. Estudos científicos reforçam que tanto os exercícios cardiovasculares quanto o treino de força oferecem benefícios importantes para pacientes com essas enfermidades.

 

Exercício na prevenção e tratamento do Lúpus

 

O lúpus, uma doença autoimune que provoca inflamação em diversas partes do corpo, pode ser atenuado com a prática de atividade física. Pesquisas publicadas na Lupus Science & Medicine indicam que exercícios aeróbicos de baixa intensidade, como caminhadas e ciclismo leve, ajudam a reduzir a fadiga crônica e melhoram a capacidade cardiorrespiratória dos pacientes.

 

Além disso, treinos de força, com cargas leves a moderadas, promovem o fortalecimento muscular e protegem as articulações, frequentemente afetadas pela doença. Especialistas recomendam uma abordagem equilibrada, respeitando os limites do paciente e evitando sobrecargas.

 

Fibromialgia: controle da dor com movimento

 

A fibromialgia é uma síndrome caracterizada por dor muscular difusa e fadiga. Embora pareça contraditório, o exercício físico é uma das intervenções mais eficazes para aliviar os sintomas. Um estudo publicado no Journal of Pain Research aponta que atividades aeróbicas, como caminhadas e natação, podem reduzir a intensidade das dores em até 35%.

 

O treino de força também desempenha um papel importante. Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) destacam que exercícios com pesos leves, realizados de forma controlada, melhoram a resistência muscular e a percepção de bem-estar em pacientes com fibromialgia.

 

Alzheimer: atividade física como proteção ao cérebro

 

A relação entre exercício físico e saúde cerebral é amplamente estudada. O Alzheimer, uma doença neurodegenerativa progressiva, pode ter sua evolução retardada com a prática regular de exercícios. Estudos publicados na revista Nature Reviews Neuroscience mostram que atividades cardiovasculares aumentam a produção de proteínas neuroprotetoras, como o fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF), que ajuda a preservar conexões neuronais.

 

Treinos de força também são benéficos. Pesquisas do Journal of Alzheimer’s Disease revelam que exercícios com pesos moderados melhoram a função cognitiva, memória e capacidade de concentração em idosos com comprometimento leve.

 

O papel complementar do exercício

 

Embora não substituam tratamentos médicos, os exercícios cardiovasculares e de força funcionam como importantes aliados. O treinamento aeróbico melhora a circulação sanguínea, reduz inflamações e estimula a produção de neurotransmissores que promovem o bem-estar, como a serotonina. Por outro lado, o treino de força previne a perda de massa muscular, melhora a estabilidade corporal e contribui para a saúde óssea, aspectos cruciais para quem convive com doenças crônicas.

 

Recomendações gerais:

 

  • Exercícios cardiovasculares: Caminhadas, natação e pedaladas por pelo menos 150 minutos semanais.
  • Treino de força: Sessões de 2 a 3 vezes por semana, com foco em grandes grupos musculares.
  • Supervisão profissional: Fundamental para adaptar os treinos às necessidades e limitações individuais.

 

Incluir exercícios na rotina é um passo poderoso rumo à saúde e ao bem-estar. Movimentar-se, mesmo que de forma moderada, pode ser a chave para viver melhor com doenças crônicas, proporcionando alívio, autonomia e longevidade.

 

*Rairtoni Pereira dos Santos Silva é Personal Trainer há mais de 10 anos, ajudando pessoas a serem mais felizes com seus corpos. É autor do livro “5 Atitudes para criar o hábito de se exercitar todos os dias”.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2025

Depressão e vida moderna: como lidar?

      Depressão e vida moderna: como lidar?



Por Débora Máximo 





A vida moderna trouxe avanços tecnológicos, conexões instantâneas e uma rotina dinâmica, mas também intensificou desafios emocionais e psicológicos. A pressão por produtividade constante, o excesso de informações e a falta de tempo para atividades prazerosas têm contribuído para o aumento dos casos de depressão. Essa condição, muitas vezes chamada de "o mal do século", afeta milhões de pessoas, tornando-se um problema de saúde pública global.


A falta de equilíbrio entre vida pessoal e profissional é um dos fatores que agrava esse cenário. Muitas pessoas se sentem sobrecarregadas com prazos, metas e a necessidade de se manterem competitivas em um mundo acelerado. Isso, aliado ao isolamento social que a tecnologia -  paradoxalmente - pode promover, faz com que sentimentos de tristeza, apatia e desesperança se tornem frequentes. Identificar os sinais precoces de depressão e buscar ajuda é essencial para evitar que o problema se agrave.


Se concentrar no momento presente como um estado consciente, se atendo à parte positiva da situação, cultivando emoções, pensamentos e comportamentos que fortaleçam o bem-estar e a resiliência, é fundamental ao invés de focar apenas nos problemas. É preciso escolher o tempo certo para resolver as dificuldades e não se prender a elas.


Lidar com a depressão na vida moderna requer mudanças de hábitos e estratégias de autocuidado. Práticas como meditação, exercícios físicos e momentos de desconexão das telas podem ajudar a aliviar os sintomas. Além disso, é fundamental cultivar relacionamentos saudáveis, estabelecer limites no trabalho e priorizar atividades que tragam bem-estar. A busca por apoio profissional, como psicólogos e psiquiatras, também é crucial para o tratamento adequado.


Por fim, é importante lembrar que a depressão não é sinal de fraqueza, mas uma condição médica que pode e deve ser tratada. Reconhecer as próprias limitações, pedir ajuda e desacelerar podem ser os primeiros passos para reencontrar o equilíbrio e a qualidade de vida. Em um mundo que exige tanto de nós, aprender a priorizar a saúde mental é um ato de coragem e autopreservação.


Divulgação
Débora Máximo: "Lidar com a depressão na vida moderna requer mudanças de hábitos e estratégias de autocuidado" 

sábado, 18 de janeiro de 2025

Psicóloga fala sobre a importância do Janeiro Branco 2025: um convite nacional para a promoção da saúde mental

 Psicóloga fala sobre a importância do Janeiro Branco 2025: um convite nacional para a promoção da saúde mental




No início de 2025, o Brasil se prepara para mais uma edição da Campanha Janeiro Branco, um movimento que há mais de uma década convida a sociedade a refletir, dialogar e agir em prol do bem-estar emocional. Criada em 2014 pelo psicólogo e palestrante Leonardo Abrahão, a campanha se consolidou como um marco no calendário brasileiro e, desde 2023, é reconhecida oficialmente como Lei Federal (Lei 14.556/23).


Com o tema deste ano, “O que fazer pela saúde mental agora e sempre?”, é uma campanha que busca engajar indivíduos, famílias, empresas e instituições em ações concretas que promovam a valorização do estado de bem-estar vivido pelo indivíduo. Palestras, rodas de conversa, workshops, caminhadas, corridas e eventos culturais estão programados em diversas cidades, reunindo profissionais da saúde mental e a população em geral.


A psicóloga Rosemary Andriani tem sido uma figura central na promoção dessa campanha, utilizando sua experiência e conhecimento para alertar a população sobre a importância da saúde mental. “É essencial que todos nós repensemos nossas vidas e cuidemos de nossos aspectos emocionais, especialmente em um país que enfrenta altas taxas de transtornos mentais”, afirma. Ela destaca que o Janeiro Branco é uma oportunidade para que as pessoas se sintam encorajadas a buscar ajuda e a dialogar sobre suas emoções.


O mês de janeiro foi escolhido para simbolizar um novo ciclo, incentivando as pessoas a estabelecerem metas pessoais e a cuidarem de aspectos emocionais que, muitas vezes, são gerenciados. A cor branca, por sua vez, convida à reflexão sobre a vida como uma 'tela em branco', pronta para receber novas histórias e experiências.


Os dados sobre saúde mental no Brasil são alarmantes. O país apresenta maior prevalência de depressão na América Latina e lidera o ranking mundial em transtornos de ansiedade, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, a taxa de suicídio entre jovens cresceu em média 6% ao ano entre 2011 e 2022, um cenário que exige atenção e ação imediata.


Cuidados com a saúde mental para aposentados e para quem trabalha


Falar de saúde mental acarreta, logicamente, falar do assunto também no ambiente de trabalho. A Síndrome de Burnout, em particular, é um sério desafio, caracterizada por exaustão emocional e despersonalização, afetando tanto a saúde mental dos indivíduos quanto o desempenho das empresas. Para se ter uma ideia, o Brasil é o segundo país com mais casos diagnosticados no mundo, ficando atrás apenas do Japão. A OMS divulgou que de 2019 a 2023 o seu crescimento foi de 136%, com mais de 420 afastamentos por conta da síndrome. “Promover a saúde mental no ambiente corporativo é um processo contínuo e essencial para conscientizar sobre o cuidado da mente, qualidade de vida e produtividade”, destaca Andriani.


Com o apoio de profissionais especializados, as empresas podem implementar ações que priorizem o bem-estar emocional, reduzindo riscos psicossociais e promovendo um ambiente acolhedor.


Já para os que estão para se aposentar ou concretizaram essa etapa, Rosemary destaca a importância da aposentadoria consciente e eficaz. Inclusive, a psicóloga aborda o tema em seu livro “Aposentadoria Consciente e Saudável – Destravando Ações Eficientes Para um Planejamento Eficaz”, lançado no ano passado. “A aposentadoria pode ser um período desafiador e, muitas vezes, as pessoas não estão preparadas para lidar com as mudanças que ela traz. Com uma família em que todos já passaram ou estão passando por essa transição, percebi a necessidade de criar um recurso acessível e acolhedor para ajudar nesse processo”, enfatiza.


Por conta disso, a profissional tem apresentado palestras para empresas e adultos 50+ em todo o Brasil





Janeiro Branco em 2025


Desde sua criação, o Janeiro Branco já mobilizou milhões de pessoas em todos os estados brasileiros e ganhou visibilidade internacional. Neste ano, espera-se ampliar ainda mais esse alcance, envolvendo a sociedade em iniciativas que promovam o bem-estar psicológico e a construção de uma cultura de saúde mental nas relações humanas.


“É um convite a todos para que cuidem de sua saúde mental de forma contínua e não apenas neste mês”, conclui Rosemary Andriani, ressaltando que o Janeiro Branco é uma oportunidade para todos refletirem sobre a importância do cuidado emocional.


Assim, janeiro torna-se não apenas um mês de conscientização, mas um verdadeiro chamado à ação.


Instagram: @rosemaryandriani

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

Tomada de Decisão Consciente: Como os 3 D’s Podem Mudar Sua Vida

    Tomada de Decisão Consciente: Como os 3 D’s Podem Mudar Sua Vida




A tomada de decisão é uma habilidade que exercitamos diariamente, muitas vezes de forma automática, sem sequer perceber. Desde escolhas simples, como o que comer no café da manhã, até decisões mais complexas, como mudar de carreira ou iniciar um relacionamento, as decisões moldam o curso de nossas vidas. 


Mas o que diferencia decisões que levam ao sucesso daquelas que nos deixam estagnados? A resposta está na consciência. Decidir de forma consciente, com clareza e propósito, é o primeiro passo para transformar sonhos em realidade — e é aí que a técnica dos 3 D’s de Luana Ganzert entra como uma ferramenta poderosa.

A Importância de Decidir com Consciência

De acordo com a psicóloga Luana Ganzert, criadora da metodologia dos 3 D’s, a decisão é o ponto de partida para qualquer mudança ou conquista. Porém, decidir por algo não é apenas dizer “sim” mentalmente. A decisão consciente envolve reflexão profunda, análise das consequências e alinhamento com os valores e objetivos pessoais.


Muitas vezes, a indecisão ou decisões impulsivas nos mantêm presos em ciclos de insatisfação. A decisão consciente, por outro lado, nos coloca no controle da nossa trajetória. Não se trata apenas de escolher um caminho, mas de assumir um compromisso com ele.

Os 3 D’s: Uma Fórmula para a Transformação

A metodologia dos 3 D’s — Decisão, Dedicação e Disciplina — é uma estratégia simples e prática que combina reflexão, ação e constância. Criada a partir da observação de padrões de sucesso nos pacientes de Luana Ganzert, essa técnica funciona como um guia para alcançar metas de forma estruturada.


1. Decisão: O Primeiro Passo para a Mudança

O primeiro “D” é a base de todo o processo. Decidir conscientemente significa:


  • Identificar o que realmente importa para você.

  • Refletir sobre os motivos que sustentam essa escolha.

  • Considerar os impactos e as mudanças necessárias.


Por exemplo, se o seu objetivo é melhorar sua saúde, a decisão consciente pode ser: “Quero adotar hábitos saudáveis porque valorizo meu bem-estar e quero ter energia para aproveitar minha vida ao máximo.” Essa decisão precisa ser clara, específica e conectada aos seus valores pessoais.


→Dica prática: Faça perguntas a si mesmo, como “Por que isso é importante para mim?” e “Estou disposto a me comprometer com essa decisão?”. A clareza dessas respostas fortalece sua determinação.


2. Dedicação: Investir Tempo e Energia

Após decidir, é hora de agir. Dedicação é o esforço contínuo que você deposita para transformar sua decisão em realidade. Não basta apenas querer algo; é preciso trabalhar para isso. A dedicação envolve:


  • Reservar tempo para as ações necessárias.

  • Priorizar atividades que apoiem seu objetivo.

  • Criar pequenos hábitos diários que, somados, geram grandes resultados.


Retomando o exemplo da saúde, a dedicação pode significar: reservar 30 minutos diários para exercícios ou preparar refeições mais saudáveis. A chave está na consistência, mesmo que em pequenas doses.


→Dica prática: Defina metas diárias ou semanais específicas, como “vou caminhar 3 vezes por semana” ou “vou preparar minhas refeições aos domingos”. Pequenos passos diários constroem grandes conquistas.


3. Disciplina: O Combustível da Constância

A dedicação, para ser eficaz, precisa ser sustentada pela disciplina. Este é o terceiro “D” e um dos mais desafiadores. Disciplina é a capacidade de manter o foco, mesmo diante de distrações, obstáculos ou desânimo. A disciplina não é uma habilidade inata, mas algo que pode ser cultivado. Envolve:


  • Criar rotinas e sistemas que facilitem a constância.

  • Gerenciar a procrastinação e as distrações.

  • Manter-se comprometido, mesmo quando os resultados demoram a aparecer.


No contexto da saúde, disciplina significa não abandonar os exercícios ou a alimentação saudável nos dias mais difíceis. É fazer o que precisa ser feito, mesmo sem motivação.


→Dica prática: Use ferramentas como lembretes, aplicativos de monitoramento ou até um sistema de recompensas para se manter engajado. Lembre-se: disciplina é uma prática, não um estado permanente.

Como os 3 D’s Transformam a Vida

A mágica dos 3 D’s está em sua simplicidade e adaptabilidade. Eles podem ser aplicados em qualquer área da vida — desde objetivos profissionais, como passar em um concurso, até metas pessoais, como melhorar um relacionamento ou adquirir um novo hobby.


Ao adotar os 3 D’s, você começa a perceber mudanças reais:


Mais clareza mental: Ao tomar decisões conscientes, você elimina dúvidas e reduz a ansiedade.

Maior produtividade: A dedicação direcionada faz com que você utilize melhor seu tempo.

Autodisciplina fortalecida: Com prática, a disciplina se torna um hábito, facilitando a execução de tarefas.


Além dos resultados práticos, os 3 D’s promovem uma transformação interna. Eles ajudam a desenvolver autoconfiança, resiliência e a sensação de controle sobre a própria vida. Você aprende a agir de forma proativa, em vez de reativa, diante dos desafios.


Assim, a tomada de decisão consciente, apoiada pelos pilares da dedicação e disciplina, é uma fórmula poderosa para transformar vidas. A técnica dos 3 D’s, desenvolvida por Luana Ganzert, vai além de um método; ela é um estilo de vida. Aplicar esses princípios significa assumir o controle de suas escolhas, agir com propósito e persistir até alcançar seus objetivos.


Se você está pronto para mudar sua vida, comece agora: tome uma decisão consciente, dedique-se a ela e mantenha a disciplina. Os resultados podem ser milagrosos, como Luana enfatiza, mas o verdadeiro poder está em suas mãos. Que tal dar o primeiro passo hoje?

segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Cuidando da Saúde das Crianças nas Férias: Orientações da Dra. Flávia de Freitas Ribeiro

Cuidando da Saúde das Crianças nas Férias: Orientações da Dra. Flávia de Freitas Ribeiro





As férias escolares são um momento de alegria para as crianças, que aproveitam para brincar, viajar e passar mais tempo ao ar livre. No entanto, também é um período que exige atenção redobrada dos pais para evitar problemas como queimaduras solares, viroses e intoxicações alimentares. A Dra. Flávia de Freitas Ribeiro, médica pediatra e especialista em psiquiatria infantil, oferece dicas práticas para manter a saúde dos pequenos em dia e garantir férias seguras e saudáveis.

Segundo a especialista, o primeiro cuidado essencial nas férias é com a exposição ao sol, já que a pele das crianças é mais sensível. “O protetor solar deve ser aplicado 30 minutos antes da exposição e reaplicado a cada 2 horas, ou após o contato com água e suor. Prefira produtos específicos para crianças, com FPS 30 ou superior, e evite o sol entre 10h e 16h, quando a radiação é mais intensa”, orienta Dra. Flávia.

Outro ponto de atenção são as viroses, que tendem a se espalhar com mais facilidade em ambientes com grande circulação de pessoas, como praias, clubes e shoppings. “Lavar as mãos regularmente e incentivar as crianças a evitar levar objetos e mãos à boca são atitudes simples, mas eficazes para reduzir o risco de contágio. Também é importante manter o esquema vacinal atualizado, incluindo vacinas como a contra rotavírus e gripe, que ajudam a prevenir doenças frequentes nessa época”, destaca a médica.





As intoxicações alimentares, por sua vez, são um problema comum durante as férias devido à mudança na rotina alimentar e ao consumo de alimentos em locais desconhecidos. “Alimentos vendidos em ambientes muito quentes ou com pouca higiene são os principais vilões. Sempre que possível, leve lanches preparados em casa, evite comidas cruas e prefira opções frescas e bem cozidas. Também é essencial garantir a hidratação das crianças, oferecendo água potável regularmente, principalmente em dias de calor intenso”, recomenda.

Além dos cuidados com a saúde física, a pediatra ressalta a importância de proporcionar momentos de descanso e lazer de qualidade. “Férias não são apenas sobre passeios e atividades intensas. As crianças também precisam de tempo para descansar e aproveitar momentos tranquilos em casa. Isso é fundamental para o bem-estar emocional e para evitar a irritabilidade que pode surgir com o excesso de estímulos”, explica Dra. Flávia.

Caso algum problema de saúde surja, como febre, diarreia ou queimaduras, a especialista alerta para a importância de buscar orientação médica rapidamente. “Muitos quadros podem ser tratados de forma simples, mas se não tratados adequadamente, podem evoluir e causar complicações. Sempre procure um pediatra se os sintomas forem persistentes ou graves.”

Por fim, Dra. Flávia reforça que a chave para férias tranquilas e seguras está no equilíbrio. “Com planejamento e atenção aos detalhes, é possível aproveitar esse momento de diversão sem abrir mão da saúde das crianças. E, claro, aproveite para criar memórias em família que serão tão importantes quanto os cuidados com o bem-estar físico e emocional dos pequenos”, conclui. 


Fonte: Podcast edinhotaon/ Edno Mariano 

terça-feira, 5 de novembro de 2024

Ministério lança Programa de Acolhimento a Passageiros Autistas em Aeroportos

   Ministério lança Programa de Acolhimento a Passageiros Autistas em Aeroportos




Vinte salas multissensoriais, para atender viajantes autistas e com outras neurodivergências, vão ser instaladas em aeroportos brasileiros até 2026. Essa é uma das metas do Programa de Acolhimento ao Passageiro com Transtorno do Espectro Autista, lançado nesta terça-feira, 5. Atualmente o Brasil tem quatro salas, nos aeroportos de Florianópolis, Vitória, Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro. A próxima deve ser inaugurada até dezembro, em Natal, E no primeiro trimestre do ano que vem, mais seis. A meta é que todos aeroportos de capitais tenham um espaço como esse. De acordo com o Ministério de Portos e Aeroportos, cerca de 200 mil passageiros com Espectro Autista circulam todos os meses por aeroportos brasileiros. O ministro Silvio Costa Filho elogiou a iniciativa, que vai ser bancada pelas concessionárias dos aeroportos. "Acho que hoje a gente está dando um sinal claro ao Brasil da importância das concessionárias, não só para o desenvolvimento econômico e para a geração de emprego, mas, sobretudo, para um olhar social àqueles que precisam de atenção — muitas vezes, não só do poder público, mas também do poder privado". As salas multissensoriais são projetadas para dar conforto aos passageiros com autismo, de qualquer idade, com iluminação, sons e itens que ajudem a reduzir a ansiedade e o estresse. Além das salas, o programa vai reavaliar os procedimentos de atendimento humanizado e capacitar os trabalhadores do setor.

quarta-feira, 16 de outubro de 2024

17 de outubro é o Dia Mundial de Combate à Dor

  17 de outubro é o Dia Mundial de Combate à Dor


Data foi criada para conscientizar a sociedade e mobilizar esforços para combater os impactos da dor crônica, sintoma de diversas doenças reumáticas como a fibromialgia


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São Paulo, outubro de 2024_Neste 17 de outubro é celebrado o Dia Mundial de Combate à Dor. O mês já é bastante conhecido como de conscientização sobre osteoporose e artrite reumatoide, mas também traz essa importante data criada para conscientizar a sociedade e mobilizar esforços para combater os impactos da dor crônica, um problema de saúde pública que afeta milhões de pessoas em todo o mundo.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 42% da população do planeta sofre com algum tipo de dor e até 92% vai ter o problema ao menos uma vez na vida. A dor pode impactar significativamente a qualidade de vida das pessoas, causando dificuldade de vários tipos, desde um simples desconforto, até dificuldades para dormir, trabalhar, estudar e socializar, podendo chegar à depressão, ansiedade e isolamento social.

A dor pode ser classificada como aguda ou crônica. Sendo a aguda caracterizada por curta duração, geralmente causada por uma doença ou lesão, sem continuidade ou regularidade. Já a dor crônica é aquela que pode durar por mais de três meses, causando alterações na função e estrutura do sistema nervoso central, o que deixa o indivíduo mais sensível a estímulos dolorosos.

Segundo o reumatologista José Eduardo Martinez, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR), a dor crônica é um dos principais desafios enfrentados por pacientes reumáticos. "Nossa missão é promover o diagnóstico precoce e oferecer o acesso ao tratamento adequado, pois a dor não tratada pode comprometer seriamente a qualidade de vida das pessoas", afirma ele.

Entre as doenças reumáticas que causam dor, a fibromialgia talvez seja a mais emblemática. Síndrome que se caracteriza por dores generalizadas, principalmente na musculatura, apresenta vários sintomas como fadiga, distúrbios no sono, alterações de memória e atenção, ansiedade, depressão e alterações intestinais. “A fibromialgia resulta de uma alteração do sistema nervos que faz com que ele passe a ter uma percepção de dor amplificada. Associa-se também a estresse crônico”, explica Martinez.

A doença é bastante comum e está presente em pelo menos 5% dos pacientes que procuram assistência médica e entre 10 e 15% dos pacientes que vão ao consultório de um reumatologista.  Afeta mais as mulheres, entre 30 e 60 anos, porém existem casos em pessoas mais velhas e até em crianças e adolescentes.

As doenças reumáticas em geral provocam muitas dores e são uma das maiores causas de afastamento do trabalho e de aposentadorias por invalidez e afetam mais de 15 milhões de brasileiros. Entre as principais doenças reumáticas estão Artrite Reumatoide, Osteoartrite/Artrose, Espondiloartrites, Lombalgia, Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES), Fibromialgia, Osteoporose, Gota, Febre Reumática, Vasculites, Doença de Sjögren, Doença de Behçet e Esclerose Sistêmica (ES). “Conscientizar a população e os profissionais de saúde sobre essa realidade é essencial para que possamos avançar na oferta de cuidado integral aos pacientes”, completa Dr. Martinez.

 

Sobre a Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR)

A Sociedade Brasileira de Reumatologia (SBR) é uma associação civil científica de direito privado, sem fins lucrativos, fundada em 15 de julho de 1949, na cidade do Rio de Janeiro, pelos médicos Herrera Ramos, Waldemar Bianchi, Pedro Nava, Israel Bonomo, Décio Olinto e outros, tendo mantido desde então sua tradição científica, acompanhando e promovendo o desenvolvimento da especialidade no Brasil e com um importante papel também internacional, especialmente entre os países da América Latina. Filiada à Associação Médica Brasileira, conta em torno de 2 mil associados, congrega 26 sociedades regionais estaduais, assessorias e comissões científicas e representações em associações nacionais e internacionais e junto ao Ministério da Saúde.

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